Jerônimo afirma que base governista seguirá unida apesar de possível saída de Angelo Coronel

Jerônimo afirma que base governista seguirá unida apesar de possível saída de Angelo Coronel

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a eventual saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base aliada não deve provocar um rompimento no grupo político que sustenta o governo estadual. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (5), ao comentar as movimentações internas no PSD, que na Bahia é liderado pelo senador Otto Alencar.

Segundo Jerônimo, o assunto será tratado com aliados ainda nesta quinta-feira, com o objetivo de alinhar posições e reduzir tensões dentro da base. “O grupo não vai se estraçalhar, não vamos permitir isso”, afirmou. Na última terça-feira (3), durante a reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, Jerônimo já havia adiantado à imprensa suas pretensões em se reunir com o conselho político para tratar da composição da chapa majoritária, oportunidade em que, segundo ele, também seria discutido o rompimento de Angelo Coronel e seus herdeiros Diego Coronel (deputado federal) e Angelo Coronel Filho (deputado estadual) com o PSD e a iminente saída dos três da base.

O chefe do Executivo estadual ressaltou que o movimento não representa uma definição antecipada sobre chapas ou alianças eleitorais, mas sim uma avaliação dos efeitos políticos da possível saída de Coronel.

Jerônimo também comparou o cenário atual ao processo vivido anteriormente com o PP, quando o partido deixou a base. De acordo com ele, mesmo naquele contexto, não houve intenção de rompimento político. “Caminhamos juntos, havia um desenho, e ninguém podia dizer que a intenção era perder o PP”, disse.

Por fim, o governador destacou que não pode interferir diretamente nas decisões internas dos partidos, mas garantiu que eventuais impasses serão enfrentados por meio do diálogo com as lideranças. “Se houver algum problema interno, precisamos procurar Otto para entender. Enquanto governador, não tenho o direito de entrar dentro do partido para tomar todas as decisões”, frisou.

Foto: Taís Leite/Metropress

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