Vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, o deputado federal Capitão Alden criticou as recentes decisões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado e classificou como “política” a convocação do ex-ministro João Roma.
Nesta quarta-feira (25), o colegiado aprovou convites e convocações para que autoridades prestem esclarecimentos. Entre os nomes estão três ex-ministros da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo João Roma, que é pré-candidato ao Senado pela Bahia.
Em manifestação pública, Alden afirmou que a inclusão de Roma na lista não se sustenta em elementos objetivos. “A convocação do ex-ministro João Roma para a CPI do Crime Organizado tem um claro componente político. Não há, até o momento, qualquer fato concreto que o vincule a organização criminosa ou a irregularidades na gestão pública”, declarou.
O parlamentar também sugeriu que a medida busca criar desgaste político. “O que vejo é uma tentativa previsível de criar narrativa: associar nomes ligados ao governo Jair Bolsonaro a escândalos que historicamente são vinculados a estruturas montadas durante os governos do Lula e do PT”, acrescentou.
Alden ainda relacionou a convocação ao cenário eleitoral na Bahia e ao desempenho de Roma na corrida por uma vaga no Senado. “Trata-se de uma tentativa de desviar o foco e ofuscar o crescimento de Roma na disputa pelo Senado na Bahia, estado que é tradicional reduto eleitoral do PT e que tem peso decisivo no cenário nacional”, afirmou.
Por fim, o deputado ponderou sobre o papel das CPIs. “CPI é instrumento legítimo do Parlamento. Mas quando passa a ser usada como palco para desgaste político seletivo, perde credibilidade. Se houver fatos, que sejam apresentados. Se não houver, a convocação vira espetáculo. Não podemos aceitar que a investigação do crime organizado, tema gravíssimo para o país, seja desviada para disputa eleitoral ou para reconstrução de narrativa política”, concluiu.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados








