O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um apelo por paz, diálogo e responsabilidade política ao abrir o ano legislativo em sessão solene nesta segunda-feira (2), que marcou a retomada dos trabalhos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Em um discurso de tom mais político do que programático, Alcolumbre defendeu a convivência democrática entre posições divergentes e o respeito entre as instituições.
“Precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz. Paz entre os grupos que defendem ideologias diferentes. Paz entre as instituições nacionais, paz entre os Poderes da República”, afirmou.
O presidente do Congresso ressaltou, no entanto, que a defesa da paz não significa omissão nem recuo institucional.
“Defender a paz nunca foi nem nunca será sinônimo de omissão. Nossa luta é e sempre será em defesa de todos os brasileiros. Nossa luta é pelo Estado de Direito, pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade do Congresso Nacional brasileiro”, declarou.
Alcolumbre destacou ainda que a diversidade de ideias, origens e visões de mundo é uma das forças da democracia brasileira, mas alertou para os riscos da radicalização.
“O dissenso faz parte da democracia, a discordância faz parte da política. Mas o dissenso não pode se transformar em ódio, a discordância não pode jamais se transformar em violência”, disse.
Segundo ele, é no Poder Legislativo que o país encontra caminhos para recompor tensões políticas.
“Seguiremos sendo espaço legítimo de mediação política. O compromisso é não ampliar conflitos, mas ajudar a resolvê-los, construir consensos possíveis e tratar as tensões com maturidade”, afirmou.
Ao encerrar, Alcolumbre reforçou que o Congresso exercerá suas atribuições com independência, mantendo diálogo com o Executivo e o Judiciário.
“Cada Poder tem a sua função. É do respeito mútuo entre eles que nasce a estabilidade que o Brasil precisa”, concluiu.
No campo legislativo, o presidente destacou a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, em vigor desde este ano, classificando a medida como correção de uma distorção histórica.
“O Congresso fez uma escolha clara: proteger quem vive do salário e cobrar um pouco mais de quem naturalmente pode mais”.
Foto: Agência Brasil








