No mesmo dia em que Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Vitória da Conquista, o senador Jaques Wagner (PT) afirmou, em entrevista ao Política Ao Vivo, que considera o candidato do PL à Presidência “pior” e “mais perigoso” do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Wagner, a diferença está na forma de atuação política do filho, que, segundo ele, tem perfil que representa risco maior ao Brasil.
“O pai dele é uma pessoa tosca, grosseira. Ele é mais refinado, então ele é muito mais perigoso. O atual candidato é um corrupto, é só ver o caso do ‘Dark Horse’. Então, ele é pior do que o pai e representa um risco real para a democracia”, afirmou o senador.
Para o senador, a eleição presidencial deve ser analisada a partir dos efeitos concretos que cada projeto político pode produzir para o Brasil e para a Bahia. Wagner também criticou o posicionamento de Flávio Bolsonaro nas relações internacionais e apontou o debate sobre terras raras como exemplo do que considera uma diferença entre os projetos em disputa.
“Flávio foi para os Estados Unidos entregar um patrimônio que hoje é invejado pelo mundo inteiro, as terras raras, que é fundamental pra tecnologia”, criticou Wagner. “E também foi lá e pedir ao presidente americano: ‘Trump, maltrata a economia do meu país, que eu acho que eu posso me dar bem na eleição’. Nós não somos contra os EUA, mas não vamos ficar submetidos a eles”, condenou.
Ao contrapor os dois projetos eleitorais, Wagner também citou a atuação do governo Lula no cenário internacional. Para ele, Lula recolocou o Brasil nas grandes mesas de negociação global e ampliou a capacidade do país de defender seus interesses. “O Brasil não é qualquer país, é a maior economia da América do Sul. Lula recolocou o Brasil no cenário internacional e é convidado para defender suas teses no G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo”, comparou.
Foto: Divulgação/JW








