Deputado pede CPI para investigar governo Jerônimo por suspeita de interferência política na fila da regulação

Deputado pede CPI para investigar governo Jerônimo por suspeita de interferência política na fila da regulação

O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) protocolou, nesta segunda-feira (25), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis irregularidades na Central Estadual de Regulação da Saúde do Estado da Bahia.

O objetivo é apurar a eventual inexistência de critérios objetivos e transparentes na ordem de atendimento, além da possível utilização de influência político-partidária para obtenção de vagas e transferências hospitalares.

“Não podemos admitir qualquer suspeita de interferência política em um sistema que decide quem terá acesso a atendimento hospitalar. A regulação da saúde precisa funcionar com critérios técnicos, transparência e respeito à vida das pessoas. A CPI é necessária para esclarecer os fatos e garantir confiança da população no sistema público de saúde”, afirmou Luciano Ribeiro.

O requerimento, encaminhado à presidente da AL-BA, deputada Ivana Bastos, prevê prazo de 120 dias para investigação. Segundo o documento apresentado pelo parlamentar, a iniciativa foi motivada por declarações públicas do prefeito de São Gonçalo dos Campos, o médico Tarcísio Torres Pedreira.

Antes de assumir a prefeitura, Tarcísio atuou por cerca de dez anos na rede hospitalar estadual. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor afirmou que a fila da regulação não possuiria transparência nem critérios justos, sugerindo que o acesso a leitos poderia depender de intermediações políticas.

O prefeito também levantou suspeitas sobre uma possível utilização político-eleitoral do sistema estadual de regulação.

No requerimento, Luciano Ribeiro afirma que a CPI não pretende antecipar juízo de culpa, mas destaca a necessidade de fiscalização diante da gravidade das declarações e da relevância do serviço público de saúde.

Entre as medidas previstas pela comissão estão a requisição de protocolos oficiais e relatórios auditáveis à Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab), análise da ordem cronológica de atendimento e convocação de gestores, servidores e do próprio prefeito responsável pelas denúncias.

Após protocolar, o parlamentar vai recolher as assinaturas necessárias para a instalação da comissão. O número mínimo exigido é de 21 nomes.

Foto: Agência ALBA 

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