A capacidade de realização e as prioridades das gestões do Governo da Bahia e da Prefeitura de Salvador foram comparadas pelo pré-candidato ao Senado e ex-governador da Bahia, Rui Costa, durante agenda na cidade de Brumado nesta sexta-feira (24). Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, Rui Costa fez diversas críticas à administração da capital baiana na área da saúde, destacando a falta de compromisso do atual e do ex-prefeito com a atenção básica.
“Falar é fácil; difícil é demonstrar que se tem compromisso com a saúde e com o povo”, pontuou Rui Costa, que completou com um exemplo concreto: “demoraram cinco anos para entregar 1/3 de maternidade”. Ao longo do discurso, o ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República também utilizou dados para reforçar a comparação entre capitais, citando o desempenho de Salvador em relação a outras cidades. “Vocês sabem quem está entre as últimas colocações entre as capitais brasileiras na atenção básica? Na terceira pior colocação no Brasil está Salvador”, afirmou, ao mencionar indicadores oficiais do Ministério da Saúde.
O pré-candidato ao Senado também mencionou outra capital nordestina na comparação. “Sabe quem está em primeiro lugar? Fortaleza”, disse, apontando diferenças de gestão e capacidade de resposta na área da saúde. Rui também defendeu o modelo adotado pelos governos da Bahia e do Brasil sob a gestão do presidente Lula, destacando investimentos estruturantes e a ampliação da rede pública. Enquanto o governo baiano ampliou a rede própria nos últimos anos e mantém 22 grandes hospitais na capital, a Prefeitura de Salvador conta com apenas duas unidades próprias, ainda assim de acesso restrito.
O ex-governador também citou o caso das policlínicas como exemplo claro de contraste entre as gestões. Durante seu governo, duas unidades foram construídas em Salvador, mas o então prefeito se recusou a assumir a gestão de ambas. Já em março de 2024, na condição de ministro, Rui viabilizou, por meio do Novo PAC, recursos para a implantação de uma nova policlínica pela prefeitura da capital que, até hoje, sequer saiu do papel. Para Rui Costa, o episódio evidencia a diferença entre quem tem capacidade de execução e quem, mesmo com recursos disponíveis, não consegue transformar investimento em serviço para a população.
Ao reforçar a comparação entre modelos de gestão, Rui também ampliou a crítica ao que classificou como prioridades equivocadas na administração da capital. “A política hoje está dividida entre quem gosta de cuidar de gente e quem tem desprezo por gente, prefere celular e gravar vídeo”, afirmou, ao comentar os indicadores que colocam Salvador entre os piores desempenhos do país em áreas essenciais, como a educação infantil.
Foto: Ulisses Dumas/ Divulgação








