O deputado estadual Diego Castro (PL) repudiou a morte de dois policiais em Salvador, registrada nesta quarta-feira (15). As vítimas são o investigador da Polícia Civil Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, e o soldado da Polícia Militar Samuel Novais da Silva, de 32. Ambos foram mortos a tiros em um intervalo inferior a 12 horas.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, agentes da 26ª Companhia Independente (CIPM) realizavam diligências na capital baiana quando suspeitos iniciaram os disparos com arma de fogo. Com os casos, chega a sete o número de agentes de segurança mortos a tiros em Salvador e na Região Metropolitana durante ações e diligências em 2026.
Diante da situação, Diego também lembrou da prisão administrativa do policial militar Paulo dos Anjos, em Feira de Santana, que foi detido após cobrar melhorias para a categoria e teria sido impedido de ter contato com o filho no dia do aniversário.
“Na Bahia de hoje, o policial que enfrenta o crime morre e o policial que cobra respeito é punido. Dois policiais mortos no mesmo dia em Salvador, Adailton Oliveira Rocha e Samuel Novais da Silva. E não para por aí. Um dos suspeitos já tinha sido preso dias antes e foi solto em menos de 48 horas após audiência de custódia. Solto. Dias depois, um policial está morto em serviço. Agora olha o outro lado dessa mesma realidade”, declarou Diego.
“O policial Paulo dos Anjos, em Feira de Santana, foi preso administrativamente após cobrar melhorias para a própria categoria e ficou impedido até de ver o filho no aniversário. Você está entendendo o que está acontecendo? Quem combate o crime está sendo enterrado e quem cobra dignidade está sendo calado”, acrescentou.
CPI
O parlamentar também voltou a citar a iniciativa que apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para investigar a situação da Segurança Pública no estado. Diego Castro protocolou, no início deste ano, um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar a crise no setor e o aumento das mortes de policiais.
Ele defende a análise de possíveis falhas estruturais, administrativas, operacionais e orçamentárias na política estadual. O pedido delimita como fato determinado a existência de “causas estruturais, administrativas, operacionais e orçamentárias relacionadas à crise da segurança pública no Estado da Bahia, com ênfase no aumento expressivo das mortes de policiais militares, policiais civis e policiais penais”.
Foto: Paulinho Santos








