Em meio às articulações para consolidar sua candidatura ao Palácio de Ondina, o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), sinalizou que o mês de março será decisivo para a montagem de sua chapa majoritária. A escolha do vice, segundo ele, deve ser anunciada até o fim do mês e faz parte de uma estratégia para fortalecer a presença do grupo no interior do Estado.
Durante entrevista ao podcast Aqui Só Política, nesta segunda-feira (02), Neto minimizou qualquer dificuldade na definição do nome. “Não é um problema, é uma solução. Todos os nomes que estão sendo ventilados pela imprensa são nomes bons”, afirmou.
Ao detalhar o perfil desejado, o ex-prefeito de Salvador deixou claro que busca ampliar capilaridade política fora da capital. “Eu quero alguém que tenha presença política forte no interior. Não precisa necessariamente ser do interior, mas tem que ter presença política forte no interior”, declarou, indicando que o critério regional pesa na escolha.
Nos bastidores, circulam como possíveis opções o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP); o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil); o vice-prefeito feirense Pablo Roberto (PSDB); a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil); e a ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos (PSDB).
Mais do que um nome de composição simbólica, Neto indicou que o futuro vice terá protagonismo político em um eventual governo. Ele afirmou que pretende concentrar sua atuação na gestão administrativa, delegando a articulação política a alguém de sua confiança.
“É importante ter alguém na vice que some com a política, que me ajude a fazer a política. Eu gosto muito de fazer gestão e sei que a gestão vai me tomar muito tempo”, disse. Em seguida, completou: “A minha obsessão vai ser encarar os problemas da Bahia, chamando a responsabilidade, buscando solução e liderando a equipe”.
O pré-candidato também ampliou o leque de possibilidades ao citar outros quadros que, em sua avaliação, “fazem sentido”, como o ex-deputado Isaac Carvalho, o deputado federal Ricardo Maia (MDB) e o ex-prefeito de Barreiras Zito Barbosa.
“Os nomes citados fazem sentido, todos. Eu até incluiria outros do interior. Também tem nomes que não foram lembrados da política e que podem fazer sentido”, afirmou, sinalizando que a decisão final pode ir além dos nomes já ventilados publicamente.
Além da definição do vice, ACM Neto destacou que março será dedicado à reorganização partidária. Entre os pontos em aberto está o futuro político do senador Angelo Coronel, recém-integrado ao campo oposicionista, e a montagem das chapas proporcionais.
A movimentação indica que, mais do que fechar um nome, o pré-candidato busca consolidar alianças e fortalecer a estrutura política para entrar na fase seguinte da disputa eleitoral com o grupo alinhado e a estratégia definida.
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