Durante a cerimônia de entrega de ambulâncias do SAMU, realizada nesta sexta-feira (6), no Parque de Exposições de Salvador, o ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), evitou tratar da formação da chapa majoritária para as eleições de 2026 e concentrou seu discurso em críticas ao grupo opositor na Bahia, liderado por ACM Neto (União Brasil) e, na capital, pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na ocasião, Rui também sinalizou que sua saída do comando da Casa Civil ocorrerá em 31 de março, em razão do calendário eleitoral.
Ao comparar os governos petistas com administrações anteriores e atuais da oposição, o ministro destacou a ampliação da rede estadual de saúde no interior da Bahia, sobretudo na área de alta complexidade.
“Antes de nosso grupo político chegar ao governo da Bahia, o que se via na entrada de Salvador era uma fila de ambulância quase de Salvador até Feira de Santana, porque não existiam serviços de alta complexidade no interior”, afirmou. Segundo ele, o cenário mudou com os investimentos realizados pelos governos do PT. “Hoje, a Bahia tem 56 hospitais estaduais. É o segundo estado do Brasil em número de hospitais estaduais”, completou.
Rui Costa também desafiou a oposição a apresentar resultados de suas gestões, tanto no plano estadual quanto nacional. “É essa comparação que a gente precisa fazer, mostrando o que eles fizeram no Brasil de 2016 até 2022”, disse, ao afirmar que os feitos do grupo adversário “não passam perto” das ações implementadas pelos governos petistas.
O ministro voltou as críticas de forma mais direta à administração municipal de Salvador, ao citar a ausência de maternidades sob gestão da prefeitura. “Para um soteropolitano nascer, ele tem que nascer numa maternidade do governo do Estado, porque a capital da Bahia não tem uma maternidade municipal, não tem uma casa de parto”, declarou.
Rui Costa ainda acusou a prefeitura de se recusar a administrar duas policlínicas construídas pelo governo estadual, alegando custos elevados. “Eu ofereci ao prefeito: ‘tome para você administrar’. Ele disse: ‘eu não quero não, que é cara’. E quem banca essas duas policlínicas de Salvador é o governo do Estado”, criticou, citando as unidades localizadas no bairro da Escada, no subúrbio ferroviário, e no Saboeiro.
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