O senador Angelo Coronel afirmou que ainda não decidiu a qual partido irá se filiar caso deixe o PSD, legenda presidida na Bahia pelo senador Otto Alencar. A indefinição ocorre em meio a conflitos internos na sigla e à preocupação do parlamentar com o futuro político de aliados que o acompanham no estado.
Em entrevista ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1, neste sábado (31), Coronel disse que iniciará uma série de reuniões para avaliar o melhor caminho partidário. Segundo ele, a decisão envolve não apenas seu projeto político pessoal, mas também o destino de um grupo formado por pré-candidatos às eleições de 2026.
“Ainda não defini. Vou ter várias reuniões a partir de hoje para chegar a um denominador comum e ver qual o melhor partido. E o problema não sou eu. O problema são os amigos que me seguem, que são pré-candidatos a deputado”, afirmou, ao ser questionado sobre uma eventual filiação ao União Brasil.
O senador ressaltou que tem a responsabilidade de garantir abrigo político e condições de competitividade eleitoral aos aliados. Entre os nomes citados estão João de Furão, de Feira de Santana, Tiago Gileno e Luizinho Sobral, pré-candidatos à Assembleia Legislativa da Bahia, além do filho, Angelo Coronel Filho, que também disputa uma vaga de deputado estadual. Coronel mencionou ainda Diego Coronel, pré-candidato a deputado federal, e disse que outros dois deputados federais integram o grupo, cujos nomes preferiu não divulgar.
“Tenho a responsabilidade de abrigar todos e deixá-los em condições competitivas para se eleger. Jamais vou cuidar apenas da minha vida e deixar a vida dos amigos que são candidatos a deputado”, disse.
A declaração evidencia o desgaste na relação entre Coronel e a direção estadual do PSD e reforça a avaliação de que sua permanência na legenda se tornou improvável. Nos bastidores, o movimento é visto como parte da reorganização das forças políticas na Bahia, especialmente diante da disputa por espaço nas chapas proporcionais e majoritárias para 2026.
Apesar do cenário de impasse, o senador evitou estabelecer prazos e afirmou que a definição partidária só ocorrerá após diálogo com lideranças e aliados, levando em consideração, principalmente, os impactos da decisão sobre o grupo político que o acompanha.
Foto: Política em Off








