Wagner mantém o mesmo tom de meses atrás sobre chapa ao Senado e afasta racha no grupo de Jerônimo

Em entrevista à rádio Rádio Continental AM de Serrinha, na manhã desta segunda-feira (5), o senador Jaques Wagner (PT) mais uma vez afastou a possibilidade de o PT romper com o PSD, segundo maior partido da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), por conta do imbróglio que se tornou a composição da chapa ao Senado em 2026.

A disputa de outubro conta com duas vagas e três nomes interessados: ele e Angelo Coronel (PSD), candidatos à reeleição, e o ministro da Casa Civil Rui Costa, que não esconde o desejo de entrar no páreo.

O ex-governador e atual líder do governo Lula no Senado Federal afirmou confiar na “maturidade” do grupo na construção de uma saída para o impasse. “A gente se deu o prazo até janeiro para tentar equacionar isso. Estamos conversando e eu acho que todo mundo quer manter o grupo unido”, ressaltou Wagner.

O senador voltou a rebater as críticas sobre uma eventual chapa puro-sangue. “São dois ex-governadores e um governador que vai para a reeleição. Eu acho que são muito mais coincidências do que um desejo de ser”, argumentou, referindo-se a si mesmo, a Rui Costa e a Jerônimo.

Na entrevista, ele aproveitou para alfinetar a oposição ao declarar que dentro do grupo de Jerônimo não há um líder único: “O grupo não é aquele grupo que tem um dono e todo mundo faz o que o cara quer. É um grupo que é aberto, que a gente dialoga”, disse.

Foto: Política em Off 

Marcado: